Comer bem em Santa Teresa não é exatamente uma tarefa fácil. Entre as
mesas que me veem com mais frequência, está o Espírito Santa. Não que a
comida seja excepcional. Não é – nem na matriz, nem na filial, onde a
cozinha é ainda mais fraca. Mas o cardápio é interessante, propõe um
percurso por pratos e ingredientes de diversas regiões do país, coisa
difícil de encontrar em outros endereços no Rio. O problema é que é
longo demais, o que nunca é bom sinal. Por mais talento que possa ter a
chef amazonense Natacha Fink, é difícil (pra não dizer impossível) dar
conta de tantas diferentes opções com maestria. Não dá pra jogar nas
onze. Mas, à medida que vou explorando, vou descobrindo por onde é mais
seguro transitar. Dificilmente me arrisco nos pratos principais, que
quase sempre me decepcionaram. Particularmente, acho que a casa se sai
melhor nos petiscos e entradas. Essa é minha fórmula pra ser feliz ali:
um almoço despretensioso, concentrado na primeira parte do cardápio, que
revela algumas boas surpresas. Como os bolinhos de mandioca com queijo
coalho, servidos com chutney de açaí. Ou as trouxinhas de vatapá. Ou,
ainda, os deliciosos croquetes de tambaqui com pimenta de cheiro, que
estão entre as razões que me fazem querer voltar.
Espírito Santa – Rua Almirante Alexandrino 264 – Santa Teresa
http://www.espiritosanta.com.br/
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