Espírito Santa: (meu) modo de usar

on domingo, 4 de novembro de 2012


Comer bem em Santa Teresa não é exatamente uma tarefa fácil. Entre as mesas que me veem com mais frequência, está o Espírito Santa. Não que a comida seja excepcional. Não é – nem na matriz, nem na filial, onde a cozinha é ainda mais fraca. Mas o cardápio é interessante, propõe um percurso por pratos e ingredientes de diversas regiões do país, coisa difícil de encontrar em outros endereços no Rio. O problema é que é longo demais, o que nunca é bom sinal. Por mais talento que possa ter a chef amazonense Natacha Fink, é difícil (pra não dizer impossível) dar conta de tantas diferentes opções com maestria. Não dá pra jogar nas onze. Mas, à medida que vou explorando, vou descobrindo por onde é mais seguro transitar. Dificilmente me arrisco nos pratos principais, que quase sempre me decepcionaram. Particularmente, acho que a casa se sai melhor nos petiscos e entradas. Essa é minha fórmula pra ser feliz ali: um almoço despretensioso, concentrado na primeira parte do cardápio, que revela algumas boas surpresas. Como os bolinhos de mandioca com queijo coalho, servidos com chutney de açaí. Ou as trouxinhas de vatapá. Ou, ainda, os deliciosos croquetes de tambaqui com pimenta de cheiro, que estão entre as razões que me fazem querer voltar.


http://viajeaqui.abril.com.br/blog/por-dentro-do-rio/files/2012/05/Esp%C3%ADrito-Santa-02.jpg

Mas, mais do que a comida, o que me leva ao Espírito Santa é a varanda nos fundos da casa, onde, invariavelmente, me acomodo. Comer debaixo das árvores, diante do poético casario do bairro, não tem preço. Sem falar nos convidados inesperados que, eventualmente, aparecem por ali…





Espírito Santa – Rua Almirante Alexandrino 264 – Santa Teresa
http://www.espiritosanta.com.br/

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